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Grupo de Intervenção do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, SEMANA DA ARTE (DA) NA RUA, organizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), entre 30 de Maio a 10 de Junho de 1976. Intervenções de rua e junto à sede do Círculo de Artes Plásticas, na Rua Castro Matoso, Coimbra.

As primeiras intervenções do GICAP ocorreram durante a SEMANA DA ARTE (DA) NA RUA, organizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), entre 30 de Maio a 10 de Junho de 1976. Intervenções de rua e junto à sede do Círculo de Artes Plásticas, na Rua Castro Matoso, Coimbra. As imagens fotográficas, maioritariamente a preto e branco, documentam um grupo de cerca 10 elementos, que saiem das instalações do Círculo na Rua Castro Matoso e se dirigem para o Jardim da Sereia, fazendo o percurso parte da intervenção. Nestas imagens os sócios do CAPC estão vestidos com lençóis manualmente pintados, verificando-se um maior ou menor empenho nessa confeção e pintura. Depreende-se que existia uma ideia de base associada ao pano de lençol branco, mas que não existia limite para a imaginação. Quase todos os "pré-artistas", como os designa Ção Pestana, estão encapuçados para não serem reconhecidos. Ção Pestana refere uma outra intervenção do GICAPC neste contexto, em que a artista estaria vestida com novelos de palha de aço e uma embalagem de detergente na cabeça. Até à data, não se conhecem fotografias dessa outra intervenção do GICAP.

Data
Direitos
Fotografias de Luisa Saldanha
Fonte
"Em Julho [de 1973] fui para Mafra vestir-me de verde tropa, farda só abandonada em Dezembro de 1975. (...) Retornado a Coimbra, recebi, quase simultaneamente, dois honrosos convites: do CAPC, para aí ser professor, juntamente ao Alberto Carneiro e à Túlia Saldanha (o João dixo saíra no ano anterior); precisamente do Dixo veio outro chamamento, este para participar num grupo a criar no Porto. (...) Logo no princípio de 1976 (ainda me ensombrava a mesmice do verde), numa das sessões de dinamização, entreguei aos participantes uns metros de pano crú, que cada um trataria (em corte, costura, colagem, bordado, pintura...) e utilizaria, depois como vestimenta. Daqui saíram os encapuzados que, em solene mas insólito cortejo, percorreram Coimbra na "Semana de Arte (da) na Rua" enfatizada na Praça da República e Jardim da Sereia, em Maio/Junho." Ver Armando Azevedo, "A(s) Minha(s) Cor(es)", ", in António Azenha (coordenador editorial), GICAPC_C=RES 76/78", Coimbra: Associação ICZERO, 2010, p.56.